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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Ato "Não à Guerra Imperialista contra a Síria" nesta sexta em SP

Diante da ameaça de mais uma agressão imperialista estadunidense, desta vez ao povo sírio, o Comitê de Solidariedade com o Povo Sírio, juntamente com movimentos sociais, centrais, partidos políticos, ativistas e membros da sociedade civil convocam todos para o ato “Não à Guerra Imperialista Contra a Síria” que será realizado nesta sexta-feira (6) em solidariedade ao valente povo da Síria que resiste há dois anos aos ataques terroristas dos rebeldes financiados pelo imperialismo. A concentração se inicia a partir das 17 horas, na Praça Ramos, no centro de São Paulo.


Veja a nota do Comitê de Solidariedade com o Povo Sírio:

Contra os Comerciantes de Sangue do Povo Sírio

O Comitê de Solidariedade com o Povo Sírio vem a público condenar o horrendo massacre premeditado acontecido no subúrbio de Damasco na Síria entre os dias 20 e 21 de agosto. O Comitê alerta sobre a campanha midiática orquestrada pela Arábia Saudita para incriminar o governo sírio na clara intenção de induzir a opinião pública em apoiar uma intervenção estrangeira dos Estados Unidos e seus aliados do Golfo Pérsico contra um país que se demonstrou resistente à ingerência dos Reis da Guerra. Uma tentativa inescrupulosa para repetir a História recente do Iraque.

O próprio Vaticano pediu através de seu porta-voz cautela em acusações infundadas e segundo fontes internacionais, a recusa do Conselho de Segurança da ONU em condenar o Governo da Síria provém de provas documentárias e fotos apresentadas pela Rússia que mostra envolvimento direto de uma facção radical islâmica mascarada sob o Islamismo e sob a tutela dos “revolucionários da Morte”.

Fazemos um apelo aos jornalistas e analistas políticos que prezam pela Ética e pela Verdade para que não se submetam, sem críticas profissionais ou parcialidade das fontes, às agências de notícias que se demonstram os veículos serviçais como a Aljazeera do Qatar e Al-Arabya da Arabia Saudita e suas repetidoras globais, inclusive no Brasil.

A crise na Síria se resolve entre os sírios e sem a ingerência externa dos Estados Unidos, Turquia, Arábia Saudita, Qatar, Israel e seus aliados súditos que de longe esqueceram os valores de suas Democracias e de Mundo Livre ressuscitando seus históricos de colonialismo e imperialismo otomano e ocidental.

Chamamos o governo brasileiro da presidente Dilma Roussef a posicionar-se com firmeza contra qualquer agressão, ataque ou ingerência na República Árabe da Síria. Por isso saímos às ruas no Brasil em todas as capitais para dizer em alto e bom som: NÃO À AGRESSÃO Á SÍRIA!

Entidades que assinaram de antemão a Nota:

PCdoB (Partido Comunista do Brasil)
PPL (Partido Pátria Livre)
PCB (Partido Comunista Brasileiro)
CONSULTA POPULAR
CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)
CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil)
CONTEE (Confederação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino)
UNE (União Nacional dos Estudantes)
UBES (União Brasileira de Estudantes Secundaristas)
UEE/SP (União Estadual dos Estudantes);
MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra)
CEBRAPAZ (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz)
FDIM (Federação Democrática Internacional das Mulheres)
URC (União Reconstrução Comunista)
MBV (Movimento Bandeira Vermelha )
MMM (Marcha Mundial de Mulheres)
CPPC (Conselho Português para a Paz e Cooperação)
UJS (União da Juventude Socialista)
UBM (União Brasileira de Mulheres)
CMB (Confederação das Mulheres do Brasil)
CONAM (Confederação Nacional das Associações de Moradores)
UNEGRO (União de Negros pela Igualdade)
FEPAL (Federação Árabe Palestina do Brasil)
FEARAB/América (Federação de Entidades Árabes Brasileiras da América)
FEARAB/Brasil (Federação de Entidades Árabes Brasileiras do Brasil)
FEARAB/SP (Federação de Entidades Árabes Brasileiras do Estado de São Paulo)
APROFFESP (Ass. dos professores de Filosofia e Filósofos do Estado de São Paulo)
ACJM/BA ( Associação Cultural José Martí/Bahia)
GT Árabe (Grupo de Trabalho Árabe)
SBIASP (Sociedade Beneficente Alaouita de SP)
Jornal Gazeta Al Nur do Paraná
Revista Zunái
Revista Sawtak
Sanaúd

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

[ILPS] Condenar e fazer oposição ao plano estadunidense de ataque à Síria como um ato de guerra de agressão!


Nós, da Liga Internacional de Solidariedade aos Povos (ILPS), convocamos a toda a Liga, seus comitês globais regionais, suas seções nacionais e organizações membros a tomar todas as ações possíveis e necessárias contra o plano dos Estados Unidos de bombardear a Síria e dar início a uma descarada guerra de agressão contra a Síria e o povo sírio.

Este chamado é consistente com a declaração de 12 de maio da ILPS, intitulado “A ILPS Reitera Seu Apoio ao Povo Sírio, Condena a Intervenção por Parte dos EUA, Israel, ET al”. Nesta declaração, nós apontamos que, “dada à ineficácia de seus mercenários, os EUA, na prática, anunciaram a escalada da intervenção dos EUA-OTAN e Israel, com base na acusação falsa segundo a qual a Síria está utilizando armas químicas de destruição em massa.”

Desde o dia 5 de maio, tem surgido evidência de que os próprios mercenários a soldo dos Estados Unidos foram os culpados pelo uso de armas químicas. As vítimas sobreviventes confirmaram o fato. Mas os Estados Unidos e o assim chamado Exército Livre Sírio persistiram em realizar operações de bandeira falsa com o uso de armas químicas a fim de justificar o bombardeio da Síria pelas forças dos EUA-OTAN e o início das agressões pelas potências imperialistas.

No último pronunciamento do Presidente Barack Obama foi dito que os EUA “trabalharam as evidências” e estão preparados para lançar um ataque militar à Síria. A julgar pelos seus pronunciamentos e ações, as forças dos EUA estão obcecadas em travar uma guerra de agressão contra a Síria no interesse da indústria bélica estadunidense e das companhias petrolíferas, não obstante a oposição dos povos do mundo.

Os Estados Unidos e seus aliados imperialistas mentem descaradamente ao alegar que visam proteger os civis ao conduzir sua “intervenção humanitária”, lançando mãos dos atos mais brutais de intervenção militar e guerras de agressão, causando morte e destruição em proporções infinitamente maiores do que seus mercenários são capazes. O governo sírio vem vencendo a guerra civil e os Estados Unidos fabricam as justificativas para a sua agressão a fim de auxiliar seus fantoches, já quase derrotados. Assim, os Estados Unidos violam flagrantemente as convenções da Carta das Nações Unidas e o direito internacional.

Os Estados Unidos agem de forma hipócrita ao acusar a Síria, de forma falsa e mentirosa, de utilizar armas químicas. Os Estados Unidos são os maiores usuários de armas químicas em suas guerras de agressão, fazendo uso de armas como napalm, fósforo branco e bombas similares, ogivas de urânio empobrecido e desfolhantes como o Agente Laranja. Até a presente data, os Estados Unidos não se retrataram ao Vietnam pelo uso extensivo do Agente Laranja, que continua a vitimar o povo vietnamita.

A ILPS em seu conjunto, seus comitês regionais globais, suas seções nacionais e suas organizações membros devem se empenhar em uma frente unificada contra o imperialismo e coordená-la com todas as outras forças possíveis a fim de despertar, organizar e mobilizar os povos aos milhões. Os povos em todos os países e em todo o mundo devem unir-se e tomar ação contra todas as intervenções militares e guerras de agressão que os Estados Unidos e seus aliados imperialistas planejam levar a cabo.

por Professor José Maria Sison
Presidente da Liga Internacional de Solidariedade aos Povos (ILPS)

Nota original em inglês

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

[URC] Nota de apoio ao povo sírio diante da ameaça imperialista


Na última nota de solidariedade ao povo sírio publicada pela União Reconstrução Comunista, deixamos claro nossa posição a respeito do conflito engendrado e imposto pelo imperialismo norte americano ao país. A evolução dos acontecimentos recentes, que apontam para uma iminente intervenção imperialista no país demonstra a justeza de nossa analise. O povo sírio vive hoje momentos dramáticos em defesa de sua soberania nacional e o imperialismo se esforça de maneira violenta para destruir a Síria enquanto nação independente.

É mais do que necessário que todas as forças democráticas, antiimperialistas e revolucionárias demonstrem sua solidariedade internacionalista ao povo sírio, seu governo ameaçado e a todas as forças políticas anti-imperialistas do país. Aqueles que acreditavam ingenuamente que o povo sírio empreendia uma "revolução" contra o governo de Bashar Al Assad terão que fazer uma radical autocrítica de suas posições, que na prática, mesmo com o uso de um discurso de retórica pseudorrevolucionária serviram ao imperialismo norte americano, vide PSTU e outros grupos trotskistas contrarrevolucionários.

Na Síria em nenhum momento houve o desenvolvimento de uma revolução, como ingenuamente apregoam alguns. O que se viu no país foi o desenvolvimento de um conflito que fora desde o começo instigado e apoiado pelo imperialismo norte americano, que se aproveitou das contradições internas do país e da eclosão de revoltas no mundo árabe, mais notadamente, na Tunísia e no Egito.

Para se comprovar que o ocorreu na Síria nos últimos dois anos não é de fato um processo revolucionário, mas sim uma guerra civil instigada pelo imperialismo, basta analisarmos a posição deste último diante de verdadeiros processos revolucionários, como o das Guerras Populares nas Filipinas e Índia, dirigidas por seus respectivos Partidos Comunistas. Nesses países o imperialismo não vacila em dar todo apoio e suporte aos Estados reacionários que são combatidos pelas forças revolucionárias, democráticas e antiimperialistas. Para utilizarmos um exemplo dentro do próprio mundo árabe, lembremos da postura de omissão do imperialismo diante da brutal repressão empreendida contra manifestantes em países como o Qatar, este alinhado aos interesses norte americanos.

Para nós da União Reconstrução Comunista, fica claro que a luta na Síria é uma luta de defesa de sua soberania nacional contra o imperialismo e, sendo assim, prestamos nossa solidariedade internacionalista ao povo sírio, aos partidos e organizações antiimperialistas e ao dirigente do país, Bashar Al Assad, que no momento vive uma intensa campanha de difamação internacional.

Imperialismo, tire suas mãos da Síria!
Vitória para Bashar Al Assad e organizações antiimperialistas sírias!

UNIÃO RECONSTRUÇÃO COMUNISTA
São Paulo, 28 de agosto de 2013

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

[URC] Nota de Solidariedade ao Povo Sírio


No último dia 21 de agosto veio a público a informação de que cerca de 1.500 sírios foram mortos en decorrência de um ataque com armas químicas. Nos vídeos que vazaram na internet é possível ver homens e mulheres de todas as idades, agonizando até a morte. O episódio estranhamente coincide com o primeiro dia de trabalho dos inspetores da ONU, que estão no país justamente para verificar e confirmar se o governo cometeu alguma arbitrariedade contra a população. 

Para nós, fica claro que o ocorrido é apenas mais um episódio para promover a campanha de demonização do governo sírio, que resiste há dois anos contra as maquinações do imperialismo e os seus lacaios internos representados principalmente pelo Exército Livre da Síria, que nos últimos dias sofreu importantes derrotas militares para o governo liderado por Bashar Al Assad.

O imperialismo norte-americano e demais países lacaios mobilizam todo o seu aparato propagandístico para confundir a opinião pública, criando assim as condições para uma intervenção militar imperialista. Algumas organizações supostamente de “esquerda” e algumas até pretensamente “comunistas” não vacilam em se aliar ao imperialismo norte-americano sem ao menos ter um olhar crítico para os recentes acontecimentos. Tratam-se de verdadeiros idiotas uteis a serviço do imperialismo. 

Nós, da União Reconstrução Comunista, por meio desta nota, afirmamos nossa total solidariedade para com o povo sírio e todas as organizações políticas que agora formam uma Frente Única contra a intervenção do imperialismo norte-americano. Reconhecemos que as contradições internas do regime sírio devem ser resolvidos pelo próprio povo sírio, respeitando de maneira plena sua soberania e sua escolhas, assim como reconhecemos que até o momento o Partido Baath Socialista Sírio e demais forças políticas que o apóiam estão mantendo corajosas posições contra o imperialismo. 

O povo sírio, herdeiro de uma bela história e ricas tradições de luta dará exemplo a todos os povos do mundo derrotando o imperialismo e todo a reação. 

Viva a unidade do povo sírio na luta contra o imperialismo! 

UNIÃO RECONSTRUÇÃO COMUNISTA
Sexta-feira, 23 de agosto de 2013